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Lutécia

Lutécia é um município brasileiro do estado de São Paulo.

Geografia

Localiza-se a uma latitude 22º20'24" sul e a uma longitude  50º23'32" oeste, estando a uma altitude de 581 metros. Sua população estimada em 2004 era de 3.029 habitantes.

Possui uma área de 474,627 km².

Demografia

Dados do Censo - 2000

População total: 2.897

* Urbana: 2.144

* Rural: 753

* Homens: 1.473

* Mulheres: 1.424

Densidade demográfica (hab./km²): 6,10

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 18,42

Expectativa de vida (anos): 69,91

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,36

Taxa de alfabetização: 86,80%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,755

* IDH-M Renda: 0,668

* IDH-M Longevidade: 0,749

* IDH-M Educação: 0,849

Limites

Norte – Quintana e Pompéia, Leste – Oscar Bressane, Oeste – Borá e Paraguaçu Paulista, Sul – Echaporã e Assis.

Acesso Rodoviário

SP-421

Distâncias

407 Km da Capital

Historia

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DE LUTÉCIA

Antonio Monteiro da Silva, o popular “Mineiro”, dotado de coragem, fervor e valentia, que herdou dos bandeirantes de Piratininga, efetuou as primeiras derrubadas de matas no rincão paulista, em 1922.

A cultura cafeeira, lavoura pioneira da região propiciou a formação de um patrimônio com demarcação de quadras e ruas, que recebeu o nome de FRUTAL, devido à ocorrência de grande quantidade de nativas árvores frutíferas.

Dentre as famílias pioneiras podemos destacar: Henrique Botteri, de nacionalidade italiana; Miguel João, de nacionalidade síria; Manoel Ignácio da Silva, de nacionalidade açoriana mas um português íntegro; Luis dos Santos Lima, Manoel José Rodrigues e Francisco Augusto Rodrigues, de nacionalidade portuguesa; José Jacinto Bernardi, e outros. O patrimônio começa a se desenvolver com a construção de casas pelo Senhor Miguel João, proprietário da primeira casa comercial.

Após árdua luta, mais ainda não satisfeito com o trabalho realizado, Antonio Monteiro da Silva doou à Diocese de Botucatu, quatro hectares de terras, onde foi construída uma capela, invocando a sua Padroeira, Nossa Senhora da Boa Esperança. Para inaugurar a capela e celebrar a primeira missa em 25/05/1925, foi convidado o Padre Loughi, então vigário de Botucatu.

Entre 1925 e 1926, como sinal de conquista da pujança e desenvolvimento, consegue a criação de um Posto Policial com o nome de BOA ESPERANÇA (segundo nome do povoado), subordinado ao município de Campos Novos. Para escriturar os livros comerciais pertencentes a Manoel Ignácio da Silva, veio da cidade de Maracaí o Senhor Arlindo Eiras, em 1926. Em seguida verificou-se um grande surto de desenvolvimento no povoamento, assinalado pelo aumento das construções e chegada de novas famílias que nele se fixaram, em virtude da grande fertilidade das terras e do conseqüente desenvolvimento do cultivo do café.

Em 1928 é criado o Distrito de Paz, com o nome de Boa Esperança, que se desmembra de Tabajara. Nesta época a escolha do Juiz de Paz, a primeira autoridade do Distrito, era feita por eleição, marcada para ser realizada em Tabajara. Na ocasião, foi indicado e eleito o Professor Augusto Luis Grohmann para ocupar o cargo.

No povoado denominado Augustópolis, iniciava-se uma possante serraria, pertencente a Centipeli e Cia.. Neste mesmo ano, Antonio Monteiro da Silva, tomou as primeiras providências legais junto à grei dominante na política de Campos Novos, para que administrativamente ascendesse à categoria de Distrito.

Conhecido esse intento do popular “Mineiro”, outra facção capitaneada por Francisco Augusto Rodrigues, com o apoio de uma corrente política que existia na sede Municipal de Campos Novos, pretendia obter a mesma elevação distrital, porém com sede no povoado de Augustópolis, distante em dois quilômetros um povoado do outro. Foi um duelo de poderio entre as duas facções, mais esta batalha foi vencida por Antônio Monteiro da Silva que conseguiu ver implantada a sua ação de trabalho na instalação do Distrito, nas próprias terras já demarcadas para a constituição do núcleo.

Esmiuçada a tramitação legal junto as duas Casas de Leis que haviam do Governo do Estado, conhecidas como Câmara e Senado, foi proposto que o distrito a ser criado teria o nome de Boa Esperança. Nome semelhante já era conhecido na ocasião e gozava de prerrogativas legais que nessa disputa empalmava o direito de permanência.

O então Deputado Estadual, engenheiro Nelson Ottoni de Rezende, a quem foi atribuído o processo contendo o pedido de elevação distrital, formulou um parecer que condicionava um nome latino: LUTÉCIA, como substituto para Boa Esperança, legalmente aceito pelas duas Casas Legislativas Estaduais. Tal nome (Lutécia) foi escolhido por ter sido o mesmo, durante muitos anos, o nome da capital francesa, atual Paris.

Em 1929, pela Lei nº 2.380 de 11 de dezembro, o povoado foi elevado a Distrito de Paz com o nome de Lutécia, anteriormente distrito policial de Boa Esperança, pertencente à comarca de Campos Novos, sede do município na comarca de Assis. O primeiro tabelião de Paz e Registro Civil foi o cidadão José Camarinha, vindo de igual função que exercia na cidade de Bernardino de Campos.

Na década de 30 o distrito prosseguia crescendo e já ostentava um comércio bastante diversificado com muitas lojas de tecidos, armazéns, bares, açougues, barbearias, serrarias e máquina para o beneficio de café e arroz. Segundo divisões territoriais do Brasil, datadas de 31/13/1936 a 31/12/1937, Lutécia era distrito judiciário do município de Campos Novos.

No decorrer de 1937, por um golpe aplicado pelo chefe do Governo Federal, Getulio Vargas, todas as Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas, Câmara de Deputados e Senado Federal foram trancados e dispensados os seus ocupantes. Permaneceram apenas os Prefeitos, onde o de Campos Novos era Guilherme Gianasi, ao qual estava subordinados os distritos de: Casagrande (hoje Ocauçu), Bela Vista (hoje Echaporã), Vila Fortuna (hoje Oscar Bressane) e Lutécia, que foram divididas em sub-prefeituras.

Luis dos Santos Lima, Bernardino Garrossino e Dr. Afonso Faria Fraga (médico), influentes na política de Campos Novos, indicaram o nome de Arlindo Eiras para ocupar a sub-prefeitura de Lutécia, o qual tomou posse do encargo e traçou uma linha diretriz com o intuito de dar uma imediata melhoria às ruas da vila, que eram intransitáveis. Um plano diretor foi estabelecido com a construção de guias e sarjetas, fato inédito nestas sertanejas paragens que não dispunham desse melhoramento público em qualquer um dos distritos de Campos Novos.

Por força do Decreto Estadual n° 9.775, de 30 de novembro de 1938, que fixou o quadro de divisão territorial do Estado, em vigência no quinquênio 1939 - 1943, a sede do distrito de Lutécia, passou a pertencer ao município de Bela Vista (hoje Echaporã).

Em 1943, época de nova divisão territorial do país e que vigoraria a partir do ano seguinte, o distrito por seus representantes legais, promoveram a documentação completa para a emancipação administrativa a ser apresentada ao poder legal. Por circunstância especial de ordem governamental, o decreto de criação não foi publicado em tempo oportuno e a esperança da emancipação esboroou-se, mas, o trabalho não foi perdido, porque o governo deixou apenas o tempo passar e em 30 de novembro de 1944, pelo Decreto n°14.344, que fixou o quadro territorial administrativo-judiciária do Estado de São Paulo, para vigorar no período 1945 - 1948, foi criado o município de Lutécia constituído pelos distritos de Lutécia, e Amaralís (ex-Fortuna, e atualmente Oscar Bressane), ambos transferidos do município de Bela Vista (atualmente Echaporã). A esses distritos incorporaram partes de Echaporã. Ao de Lutécia ainda foram anexados partes dos de Araguaçu (hoje Paraguaçu Paulista) e Borá, os quais integravam o município de Araguaçu. No referido quadro, o município de Lutécia consta de dois distritos: Lutécia e Amaralís. Tendo sua instalação no dia primeiro de janeiro de 1945.

Até 1944 o município de Lutécia pertenceu à divisão territorial administrativo-judiciário de Assis. De 1945 até a presente data pertence à Comarca de Paraguaçu Paulista.

Festejos grandiosos ocorreram no dia primeiro de janeiro de 1945. Nesta mesma data, tomou posse como o PRIMEIRO PREFEITO DO MUNICÍPIO, o Senhor ARLINDO AUGUSTO RODRIGUES, por nomeação da Interventoria Federal do Estado.

Durante o transcurso dos anos, diferentes cidadãos (ainda por nomeação sucessiva) assumiram esse cargo: Arlindo eiras (de 1946 a 1947), Albano Augusto Marino (de 14/04/1947 a 12/07/1947), Manoel Rodrigues Filho (de 12/07/1947 a 30/01/1948).

Para completa normalidade da vida pública da nação, realizaram-se em 1947 as eleições para as Assembléias Legislativas Estaduais, Câmaras Municipais e Prefeituras. Nesta reorganização, tocou ao município eleger a sua representação direcional e política. Dessa forma, o PRIMEIRO PREFEITO ELEITO de Lutécia foi o Senhor LUIZ DOS SANTOS LIMA, que dirigiu o município no período de 03/01/1948 a 20/06/1949, quando entrou em licença, assumindo o poder municipal o senhor Osvaldo Alcântara Ferreira que governou de 20/06 a 21/09/1949, dessa data até 05/01/1952, houve o retorno do Senhor Luiz dos Santos Lima.

CURIOSIDADE: De acordo com o Engenheiro Civil, Francisco Augusto Marques Rodrigues, por volta de 1950 o município chegou a ter 15.000 habitantes.

Aniversario da cidade, 30 de novembro

Ano de fundação,1944

Gentílico, Luteciano

Administração:

Prefeito: DERCÍLIO FERREIRA DA COSTA

Turismo:

Biblioteca Publica Municipal de Lutécia Profª Maria Cecília da Silva Grohmann

A Biblioteca Publica Municipal de Lutécia Profª Maria Cecília da Silva Grohmann funciona de segunda a sexta-feira das 7h30 as 11h30 e das 13h00 as 17h00.

Seu ambiente é composto por um acervo com cerca de 6.810 livros (tendo em vista que houve descarte de material e remanejamento para o arquivo), área de leitura em grupo e individual, área infantil e disponibilização de computadores através do Acessa SP na sala em anexo.

Seus principais serviços são empréstimo domiciliar, leitura de jornal (Folha de São Paulo e A Notícia), pesquisa na internet e em bases de dados, inscrição para concursos e vestibulares, disponibilização de informações relevantes, etc.

Com mais de 900 usuários cadastrados, temos uma média mensal de 328 e diária de 16,4 (estatística do ano de 2009), no entanto alguns freqüentam a biblioteca para ler jornal, fazer trabalho escolar, pesquisar na internet, realizar inscrições para concursos, pesquisar em enciclopédias e dicionários, etc.

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lut%C3%A9cia

http://www.lutecia.sp.gov.br/

http://citybrazil.uol.com.br/sp/lutecia/historia-da-cidade

http://www.ferias.tur.br/informacoes/9330/lutecia-sp.html

Site da cidade:

http://www.lutecia.sp.gov.br/

 
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COMETÁRIOS SOBRE Lutécia:
 
25/03

Atualmente moro em São Bernardo do Campo. Nasci em Lutécia, no ano de 1941.Sou a filha caçula do "fundador desta simpática cidade. Ainda vivem três filhos do bravo "MINEIRO", muitos netos e bisnetos. Somos Amélia, Pedro Augusto e Maria Marilene. Há alguns anos, estive aí para pernoitar, numa viagem para Santo Inácio, Paraná. Espero logo visitar minha cidade natal. Muitas saudades!

Enviado por Maria Marilene Monteiro da Silva às 14h07
06/12

Lutécia é a minha cidade nasci em paraguaçú mais cresci lá amo essa cidade minha familha mora em Lutécia cidade maravilhosa estou longe mas não troco essa cidade por nem uma outra saudades de todos de Lutécia minha cidade QUERIDA.SAUDADES

Enviado por Jésica Regina da Silva às 15h52
04/06

cidade onde eu nasci gostaria de visita-lo tem a minha idade pequena mais deixou muitas recordaçoes saudades

Enviado por maria da cruz às 15h47
 
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