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Tabapua

Geografia

Localiza-se a uma latitude 20º57'51" sul e a uma longitude 49º01'54" oeste, estando a uma altitude de 516 metros. Sua população estimada em 2004 era de 10.766 habitantes.

Hidrografia

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Rio Turvo

Rodovias

SP-310

HISTÓRIA DA CIDADE

A história da origem de Tabapuã está resumida, em síntese expressiva, no seu próprio nome.
Nas longas travessias, por estradas desertas atravessando extensas regiões incultas e despovoadas, onde não existia, sequer, uma casa para o descanso das longas e extenuantes caminhadas, os viajantes que, de Jaboticabal e outros pontos, se dirigiam para os lados de Rio Preto, sentiam a necessidade de um abrigo contra as intempéries e, no seus momentos de repouso resolveram o problema praticamente, construindo para isto uma pequena casa de sapé.
Este pequeno rancho, levantado à margem do riacho da Limeira, onde a estrada se aproximava deste, tornou-se um albergue comum para o repouso de quem ali passasse, fatigado das longas jornadas. Com o tempo, o ranchinho foi se tornando conhecido e utilizado por todos que viajavam por essas paragens e como tal, passou a servir de ponto de reparo e indicação, nas referências que se faziam ao ponto onde estava situado, sob a denominação “RANCHARIA”.
E o nome de “RANCHARIA” foi se prestigiando e identificando-se, pouco a pouco, com a zona, até que, com o tempo que tudo consagra foi consolidado, por uma grande divisão ocorrida no bloco de terra a que pertencia, como denominação de uma das glebas, que recebeu, assim, o batismo jurídico de “Fazenda Rancharia”, seguramente, por ser aquela em que se achava encravado o velho rancho.
O sertanejo João Mauricio Ferreira, proprietário da gleba Rancharia 
é considerado o fundador de Tabapuã.
Rancharia ficava às proximidades do rio Turvo e era servida pela estrada de rodagem pela qual passavam as “tropas de linha”, com destino à Mato Grosso por ocasião da Guerra do Paraguai e também para os tropeiros que, de passagem para o sertão transportavam  mercadorias para aquelas paragens e faziam em Rancharia as suas pousadas para descanso das viagens exaustivas.
Mais tarde, por exigência, talvez, de ordem estratégica, foi construída, pelo governo uma nova e grande estrada de rodagem com magníficas condições de trânsito e ligando Jaboticabal ao Rio Grande, no porto do taboado, cujo nome recebeu. Na sua direção, porém, traçada em longos trechos de belas retas, a nova estrada desviou-se da antiga  e cruzou, já muito em cima, próximo de suas nascentes, o Córrego da Limeira, deixando muito distante o velho rancho de sapé que, assim desviado, nunca mais ouviu o canto alegre dos tropeiros em repouso, nem se aqueceu ao fogo que faziam, para suas improvisadas refeições, a carne assada cheirosa. 
Foi a sua sorte um impressionante exemplo da ingratidão humana: feito para o bem, cumpriu fielmente a sua missão, dando sombra e abrigo aos transeuntes fatigados, e, depois, com a mudança da estrada, teve o abandono, o desprezo e, por fim, o desabamento fatal.
Ainda novo ponto de contato da nova estrada com o Córrego da Limeira, continuaram os viajantes a fazer o seu descanso, então sem abrigo de natureza alguma.
Quando a argúcia comercial de um pernambucano o escolheu para estabelecer uma vendinha, tendo em fito ou mira o fornecimento aos passageiros, surgindo assim, a primeira casa de Rancharia.
O transito da estrada foi intensificando, à medida que se desenvolviam os lugares por ela servidos, beneficiando-se também a Rancharia que, pelas magníficas possibilidades que oferecia, na excelente qualidade de suas terras para o cultivo de toda espécie de lavouras, foi atraindo novos habitantes e novas casas foram aparecendo. Com o incremento da lavoura veio o comércio e com este o aumento da população local que se foi adensando, de maneira, a reconhecerem, os então dirigentes de Monte Alto, município que pertencia a Rancharia.
A instalação do Cartório de Paz verificou-se a 10 de março de 1908 e teve como escrivão do Registro Civil, Joaquim Antunes de Oliveira e, como Juiz de Paz, Leopoldo de Paula Vieira. Três anos após, o cartório passou para o Major Mathias Dias de Toledo e, como Juiz de Paz em exercício, Castorino de Macedo Musa.
Como  distrito de paz, Tabapuã progrediu e floresceu rapidamente, pelo grande desenvolvimento alcançado por sua lavoura, especialmente de café, cereais e cana de açúcar, e sua ampla criação de gado. E tão evidente foi o seu progresso que os próprios diretores de Monte Alto reconhecendo a pujança de suas forças vitais e a capacidade de seu povo para assumir a responsabilidade de seus próprios destinos, tomaram, espontaneamente, a iniciativa de propor e pleitear, junto ao Congresso Estadual, a sua emancipação política, sendo assim elevado à categoria de município, por efeito da Lei nº 1.662, de 27 de novembro de 1919 e, transferido, por conveniência de distância, da jurisdição da comarca de Jaboticabal, para a de Catanduva. A instalação deu-se  a 07 de março de 1920.
Assim, entregue aos seus próprios destinos, podendo dar livre expansão às suas prodigiosas energias, o novo município teve surtos admiráveis de progresso; foram criados melhoramentos importantes, construíram-se edifícios de valor e a nova cidade, em pouco tempo passou a apresentar o aspecto movimentado e esperançoso, das células iniciais dos grandes centros de civilização.
Na primeira legislação, a Câmara instalou-se com os seguintes membros: Octávio de Sá Moreira (presidente), Júlio do Valle (vice-presidente), César de Carvalho (prefeito), Samuel Charelli (vice-prefeito), Bernardinho Custódio da Fonseca e Joaquim Ignácio da Costa (vereadores). 
Pelo Decreto Estadual nº 9.775 de 30 de novembro de 1938, o município adquiriu o distrito de Novais, do município  de Catanduva e perdeu a área do distrito de  Ibarra (atual Catiguá). Em 1992 desincorporou de seu território, o distrito de Novais que passou a ser município.

Significado do Nome

Mais tarde, a 22 de agosto de 1907, pela Lei nº 1075, quando se criou o Distrito de Paz, foi que, por proposta do então Deputado Estadual, Dr. Plínio de Godoy, mudou-se aquele nome para Tabapuan (mais tarde adaptado à nova ortografia, eliminando-se o N e adotando-se o (~) til), nome atual,  e que, segundo conhecedores da língua indígena, conserva-se a mesma significação de sua origem, isto é, Taba=casas reunidas; Puan ou Pua=palha, madeira.

Administração

Prefeito: JAMIL SERON

Fontes

http://www.tabapua.sp.gov.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tabapuã

http://www.ferias.tur.br/informacoes/9705/tabapua-sp.html

 
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COMETÁRIOS SOBRE Tabapua:
 
13/07

eu morei ali muitos anos e gostei

Enviado por silene às 17h35
 
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